Pesquisadores
suecos apontam que ergodicidade (conclusões
sobre um indivíduo baseada em dados de um
grupo ao qual pertence) não é aplicável para
pessoas com dor crônica associada a
endometriose e fibromialgia. Os
pesquisadores tinham o objetivo de testar se
a hipótese de ergodicidade era válida por
meio da comparação e análise de dados
grupais e individuais sobre dor. Assim,
utilizaram o autorrelato contínuo sobre
variáveis constantemente relacionadas à dor:
intensidade da dor, interferência da dor,
sintomas depressivos, flexibilidade
psicológica, e catastrofização da dor.
O estudo era
observacional com amostra de 58 com
fibromialgia e 58 pessoas com endometriose.
Os dados analisados foram obtidos por um
formulário no software Redcap e um
aplicativo (m-path) em que coletaram dados
autorrelatados durante 42 dias. O
autorrelato era direcionado por 18 perguntas
baseadas em questionários já validados sobre
dor, em que havia perguntas sobre atividades
cotidianas, relações sociais, sono e humor.
Os questionários orientavam scores
posteriormente analisados de forma
individual.
Por fim, a
pesquisa pontua que há a necessidade de
maior cautela com o uso de dados grupais
para interpretações individuais de pessoas
com dor crônica, fibromialgia ou
endometriose. Os autores afirmam que
metodologias que capturem a dinamicidade e
individualidade da dor crônica podem ser
mais adequados para tratamentos mais
eficazes para a dor.
Referências:
Sundström FTA, Lavefjord A, Buhrman M,
McCracken LM. Are people with chronic pain
more diverse than we think? An investigation
of ergodicity. Pain. 2025;166(8):1859-1870.
Published 2025 Mar 18. doi:10.1097/j.pain.0000000000003573