Um estudo
publicado em junho de 2025 demonstrou que a
exposição à luz verde de baixa intensidade
reduz a dor em um modelo experimental de
osteoartrite. Conduzida na Universidade de
Dalhousie, no Canadá, a pesquisa utilizou 98
ratos Wistar, machos e fêmeas, submetidos à
indução da doença para avaliar a capacidade
da terapia luminosa de modular mecanismos
associados à dor persistente. Após o
estabelecimento do modelo, os animais
expostos apresentaram aumento do limiar
mecânico e melhora do comportamento
relacionado à dor em comparação ao grupo
controle, evidenciando efeito analgésico
consistente.
Avaliações
comportamentais, eletrofisiológicas e
moleculares foram integradas para examinar
os efeitos da terapia luminosa. Observou-se
redução da hipersensibilidade mecânica
acompanhada por aumento de mediadores
lipídicos circulantes ligados à modulação do
sistema endocanabinoide. O bloqueio
farmacológico desses receptores suprimiu o
efeito analgésico, reforçando a participação
dessa via na resposta observada. A
intervenção ocorreu após fase já
estabelecida da osteoartrite, situando os
achados em um cenário mais compatível com
dor persistente do que com processos
inflamatórios agudos.
Os resultados
indicam que a exposição à luz verde pode
reduzir a dor por mecanismos sistêmicos com
provável repercussão central, expandindo o
potencial das abordagens não farmacológicas
no manejo da dor crônica. Ainda assim, os
achados se restringem a modelo animal e a
curto período de intervenção, sendo
necessários estudos clínicos para avaliar
sua aplicabilidade clínica.
Referência: O'Brien
MS, Richter E, Woodward T, Bradshaw HB,
McDougall JJ. Visual exposure to green light
therapy reduces knee joint pain and alters
the lipidome in osteoarthritic rats. Pain.
2025;166(6):1274-1284. doi:10.1097/j.pain.0000000000003458