Pesquisadores
da Universidade de Zurique e instituições
parceiras investigaram por que a dor lombar
crônica persiste mesmo sem causa aparente. O
estudo, realizado na Suíça, teve como
objetivo entender alterações nos
neurotransmissores do cérebro que poderiam
explicar a dificuldade desses pacientes em
inibir a dor.
A equipe
examinou o funcionamento da substância
cinzenta periaquedutal (PAG), uma região
cerebral envolvida na modulação da dor, em
41 pacientes com dor lombar crônica e 29
controles saudáveis, entre dezembro de 2019
e abril de 2022. Usando espectroscopia por
ressonância magnética, descobriram um
desequilíbrio entre neurotransmissores
excitatórios e inibitórios, sendo possível
quantificar os níveis de dois
neurotransmissores na substância cinzenta
periaquedutal (PAG), uma região do tronco
cerebral que atua como centro de controle da
dor. Os pacientes com dor lombar crônica
apresentaram níveis reduzidos de glutamato e
aumentados de GABA, o que sugere uma falha
no sistema natural do corpo de inibir a dor.
Logo, essa
descoberta é relevante porque reforça
teorias anteriores sobre o papel do cérebro
na manutenção da dor crônica, mesmo quando
não há mais lesão no corpo. Além disso, pode
abrir caminhos para novos tratamentos, que
levem em conta a química cerebral e não
apenas abordagens físicas ou medicamentosas
tradicionais.
Referência:
Sirucek L, De Schoenmacker I, Gorrell LM, et
al. The periaqueductal gray in chronic low
back pain: dysregulated neurotransmitters
and function. Pain. 2025;166(7):1690-1705.
Published 2025 May 15. doi:10.1097/j.pain.0000000000003617